top of page
Fundação de Apoio à Tecnologia Cafeeira

Folha Técnica 780

OBSERVAÇÕES SOBRE O MANEJO DA DOENÇA MANCHA AUREOLADA EM CAFEEIROSJ.B. Matiello e Lucas Bartelega - Engs Agrs Fundação Procafé e Diego B. Rocha – Tec Agr

 

A mancha aureolada é causada pela bactéria Pseudomonas seryngae pv. garcae, que ataca folhas e ramos, causando lesões e morte de tecidos de cafeeiros.


No passado a mancha aureolada ocorria em regiões cafeeiras mais ao Sul do país, no Paraná e São Paulo. Depois, com o uso de áreas de altitude mais elevada, para o plantio de café, a doença passou a atacar, de forma significativa, também no Triângulo, Alto Paranaiba e Sul de Minas e, mais recentemente, também na Zona da Mata de MG e Sul do Espirito Santo.


As condições favoráveis à doença são ligadas a climas mais frios e úmidos e em áreas mais sujeitas a ventos frios. Regiões de altitudes elevadas e com chuvas finas são mais críticas para o ataque nas lavouras de café.


O objetivo da presente nota técnica é apresentar observações em campo, que mostram a possibilidade de manejar a doença mancha aureolada, em lavouras de café, com práticas culturais, combinadas com controle genético e químico. Para esse manejo da doença, as práticas iniciais devem focar na redução das condições favoráveis, protegendo as plantas com quebra-ventos e evitando excesso na adubação nitrogenada e sempre equilibrada com a adubação potássica e reforçando o suprimento de fósforo, este responsável por aumentar a resistência das plantas.


Em lavouras novas pode-se aplicar podas sanitárias, com o corte e eliminação de partes atacadas da planta, com isso reduzindo o inoculo da bactéria, diminuindo a sua disseminação.


No controle químico os produtos à base de cobre têm boa ação bactericida, sendo indicada, também, a Kasugamicina.


No controle genético, o mais efetivo, indica-se o uso de variedades resistentes ou menos suscetíveis, nas áreas muitos sujeitas ao ataque da doença. Dentre o material já observado em campo, com boa resistência, destaca-se a cultivar Japy, a IBC 12, o Siriema AS 1 e a Araraçu e, para os produtores de cafés especiais, a Geisha. Também tem o IPR 102.


Foram observados, em campo, como muito suscetíveis, devendo ser evitadas para plantio, nessas áreas problemas, as cultivares Acaiá, Catucais amarelos, Bourbon amarelo, Topazio e Paraíso 2.

ree

 
 
 

Comentários


bottom of page