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Folha Técnica 798

  • há 15 horas
  • 3 min de leitura

SISTEMAS DE CONDUÇÃO DO MATO EM CAFEZAIS – RESULTADOS DE 9 SAFRAS

M. Jordão Filho, J.B. Matiello, Leandro Andrade e Lucas Ubiali – Engs Agrs Fundação Procafé e Eduardo Lima e Gabriel Devoz, Engs Agrs Bolsistas da Fundação Procafé FEF     

 

Diversos trabalhos de pesquisa têm evidenciando perdas de produtividade dos cafeeiros, pelo efeito do mato, com prejuízos de 30-40% sem o controle. Apesar disso, ultimamente, alguns técnicos têm recomendado a manutenção de ervas de forma constante, no manejo da entre linha das lavouras de café, tentando aproveitar as vantagens do mato.


Um novo estudo foi realizado, recentemente, para avaliar diferentes tipos de manejo do mato, nas condições da Mogiana Paulista. Foi conduzido um ensaio, na Fazenda Experimental da Fundação Procafé/, em Franca-SP, no período de 2013 a 2025. O experimento foi instalado com delineamento e repetições conforme a metodologia cientifica, em lavoura da variedade Mundo Novo 379/19, no espaçamento 3,5 x 0,70 m, plantada em fev/2013. Em dezembro do mesmo ano foi iniciado o trabalho, mantendo uma faixa de 1 metro da linha do cafeeiro no limpo. Assim, o manejo do foi aplicado somente na entre - linha ou rua da lavoura. Os 6 tratamentos, de manejo do mato, utilizados estão especificados na tabela 1. As ervas predominantes na área do ensaio eram – Braquiária decumbens, picão preto, corda de viola e buva.


Inicialmente foram avaliados o crescimento dos cafeeiros e o acompanhamento por análises de solo e de folhas. Mais importante foram as avaliações aa produtividade, através da colheita das plantas nas safras anuais.  Foram avaliadas 9 safras e, em seguida aplicou-se uma poda de esqueletamento, zerando a safra de 2024 e colheu-se a safra de 2025, para verificar o efeito do mato e seus sistemas de controle nessa condição do pós-poda.


Os resultados das avaliações da produtividade média das 9 primeiras safras e da safra pós poda estão colocados na tabela 1. A análise estatística dos dados de produtividade mostrou diferenças entre tratamentos de controle, apenas em alguns anos, principalmente nas 2 primeiras safras, com superioridade para os tratamentos 1, 2 e 5. Porém, na média das 9 safras, todos os sistemas de controle foram semelhantes, diferenciando-se, apenas, da testemunha, sem controle do mato, cujas plantas produziram cerca de 38% menos.


Como na testemunha a erva dominante acabou sendo a braquiária decumbens isto demonstra o cuidado que se deve ter com o manejo desse tipo de erva, pelo seu elevado potencial de prejuízo sobre a produtividade dos cafeeiros.


A análise da safra pós poda mostra esse efeito da braquiária decumbens, pois mesmo com a sua roçada sucessiva houve severo prejuízo, ficando o tratamento 4 semelhante ao tratamento 6 este sem controle do mato.


Concluiu-se que – 1) A falta de controle do mato em cafezal causa prejuízos severos, na faixa de 38%, na produtividade verificada na média de 9 safras. 2) As perdas com o mato são maiores nas safras iniciais. 3) Os tratamentos com herbicidas e com o manejo da braquiária ruziziensis se destacaram, especialmente nas safras iniciais. 4) A simples roçada do mato comum não é eficiente, representando pequena perda de produtividade em relação aos demais sistemas de controle. 5) No longo prazo, os tipos de manejo se mostraram semelhantes sobre a produtividade da lavoura. 6) No pós poda de esqueletamento o sistema de uso da braquiária decumbens, mesmo roçada, representa perda produtiva dos cafeeiros.




 
 
 

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